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As compras internacionais de produtos de baixo valor por meio do Programa Remessa Conforme alcançaram R$ 2,6 bilhões em junho, o maior valor da série histórica, segundo dados da Receita Federal. O número representa um aumento de 101% em relação a junho de 2025, quando o total foi de R$ 1,29 bilhão. No mesmo período, o volume de encomendas mais que dobrou, passando de 13 milhões para 28 milhões. A disparada ocorre após a retirada da chamada “taxa das blusinhas”, que incidia sobre compras de até US$ 50, e reacendeu o debate sobre a concorrência entre produtos importados e a indústria nacional.
Entidades representativas do comércio, como o Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova) e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), defendem o restabelecimento da tributação federal para igualar as condições competitivas. O presidente do Sindinova, Rodrigo Martins, afirma que a queda na demanda já afeta o polo calçadista de Nova Serrana, com lojistas relatando redução nas vendas e, consequentemente, diminuição de pedidos às fábricas. Segundo ele, o setor não pede privilégios, mas “igualdade de tratamento”. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) também contesta a isenção em ação no Supremo Tribunal Federal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o governo avaliará os impactos até o fim do ano antes de decidir sobre possíveis mudanças na tributação.



